21/07/2009
Escrito por Altamiro Borges
21/07/2009
Mil lideranças oposicionistas presas e desaparecidas. 50 assassinadas
Em junho passado, a mídia mundial deu enorme destaque para os protestos contra as eleições no Irã, que garantiram 64% dos votos para Mahmoud Ahmadinejad. Mesmo criticando a "censura", as redes de TV inundaram o planeta com cenas das "explosões espontâneas contrárias à ditadura islâmica". A morte de uma jovem em Teerã teve overdose de exposição nas telinhas.
Por Altamiro Borges, em seu blog
O curioso é que o mesmo empenho na cobertura jornalística não se observa em Honduras, palco de um golpe militar que já causou dezenas de mortes. Dados oficiais da Cruz Vermelha contabilizam mais de 50 hondurenhos assassinados e cerca de mil lideranças oposicionistas presas e desaparecidas.
O repórter Laerte Braga, que mantém contatos com a resistência hondurenha, está indignado com o silêncio da mídia. Ele garante que já são mais de 150 executados no país. "Pessoas são mortas nas ruas de Tegucigalpa, muitas são conduzidas às prisões e os postos de saúde controlados pelos golpistas negam atendimento aos feridos".
Militares e esquadrões da morte invadem residências, saqueiam, estupram as mulheres e torturam. "Setores da resistência falam em banho de sangue, tamanha a selvageria dos militares. Porta-vozes da Cruz Vermelha se mostram horrorizados com a violência... Traficantes de drogas e quadrilhas com base em Miami estão em Honduras dando respaldo ao golpe e ocupam o Ministério da Justiça através de membros do esquadrão da morte".
Mídia servil aos interesses do império
Para Laerte Braga, "há uma ação concentrada dos embaixadores dos EUA na região, em conluio com o governo paralelo dos EUA, para desestabilizar toda a área, provocar uma guerra e, assim, derrubar governos contrários aos interesses norte-americanos. Obama é um boneco, um objeto de decoração envolvido nas tramas golpistas... O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou os golpistas de tentarem forçar uma situação de guerra para justificar uma intervenção militar norte-americana, mesmo que disfarçada com a presença de tropas de outros países, como já ocorre no Haiti". O seu governo e o de El Salvador já reforçaram a presença de tropas nas fronteiras.
Com a mesma convicção, o jornalista Juan Gelman, do diário argentino Página 12, afirma que "a Casa Branca conhecia há meses o golpe que se preparava em Honduras, embora seus porta-vozes finjam agora sua inocência". Ele lembra que o atual embaixador em Tegucigalpa, Hugo Llorens, privilegiou as relações com o general golpista Romero Vásquez desde a sua chegada ao país, em setembro passado.
Cita ainda as declarações de Hillary Clinton contra o referendo convocado por Manuel Zelaya. "É difícil supor que os chefes militares de Honduras, armados pelo Pentágono e formados na Escola das Américas, tenham se movido sem a autorização de seus mentores".
Golpistas corruptos e assassinos
Diante dos interesses imperiais dos EUA e do temor das elites locais com o avanço dos governos progressistas no continente, a mídia hegemônica evita mostrar as cenas de violência. Ela também ofusca os protestos diários e crescentes contra o golpe.
As televisões privadas sequer denunciam que os "gorilas" são fascistas assumidos e corruptos processados. O general Romero Vásquez, autor do seqüestro do presidente Zelaya, foi preso em 1993, acusado de roubar 200 automóveis de luxo. Já o "ministro" Billy Joya foi chefe da divisão tática do Batalhão B3-16, o esquadrão da morte hondurenho que torturou e seqüestrou inúmeras pessoas nos anos 1980.
Nada disto aparece nas telinhas da televisão. O tratamento da mídia venal é totalmente diferente do exibido durante as "explosões espontâneas" no Irã. Manuel Zelaya era um obstáculo para os interesses do império na região. Ele rompeu o tratado de "livre comércio" com os EUA, firmou o acordo com a Alba (Alternativa Bolivariana das Américas) e aliou-se a Hugo Chávez, tão odiado e estigmatizado pela mídia imperial.
Daí a cobertura tendenciosa. Sua linha editorial é evidente. Seguindo as ordens da Casa Branca, ela aposta na solução "negociada", que inviabilize o retorno de Zelaya ao poder e legitime um "governo de conciliação nacional". Tanto que vários veículos de comunicação já têm tratado o governo golpista como "interino".
terça-feira, 21 de julho de 2009
UM GRITO DE INDEPEDÊNCIA!
Merendeiras, porteiros, secretários, assistentes de laboratório e de biblioteca, zeladores, e muitos outros, chegou a hora de comemorar a concretização de mais uma luta histórica da CNTE e de dar um grito de independência. Desde 2003 que estamos mobilizados no sentido de sermos reconhecidos efetivamente como profissionais da educação. A partir de agora, mais de um milhão de trabalhadores de escolas públicas em todo o Brasil terão a dignidade resgatada.
A aprovação no plenário do Senado do PLS 507/03 de autoria da senadora Fátima Cleide, representa uma luta que uniu, sob a mesma bandeira, a CNTE, as afiliadas nos estados e parlamentares. Uma vitória que enfrentou inúmeras barreiras e que, finalmente foi alcançada após vários esforços, mobilizações e acordos.
Essa conquista faz justiça a quem sempre contribuiu para a melhoria do ensino, mas que era considerado mais um profissional do serviço público. É importante deixar claro que somos contra a terceirização da atividade uma vez que a categoria é fundamental para a melhoria da educação no país. Além disso, defendemos a necessidade de maior formação para que possamos aprimorar cada vez mais a nossa atuação como educadores.
A aprovação no plenário do Senado do PLS 507/03 de autoria da senadora Fátima Cleide, representa uma luta que uniu, sob a mesma bandeira, a CNTE, as afiliadas nos estados e parlamentares. Uma vitória que enfrentou inúmeras barreiras e que, finalmente foi alcançada após vários esforços, mobilizações e acordos.
Essa conquista faz justiça a quem sempre contribuiu para a melhoria do ensino, mas que era considerado mais um profissional do serviço público. É importante deixar claro que somos contra a terceirização da atividade uma vez que a categoria é fundamental para a melhoria da educação no país. Além disso, defendemos a necessidade de maior formação para que possamos aprimorar cada vez mais a nossa atuação como educadores.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO. QUAIS OS DESAFIOS?
Entidades educacionais, entre elas a CNTE, debatem o tema no 51º Congresso da Une, em Brasília
De 15 a 19 de julho, a Universidade de Brasília recebe milhares de estudantes de todo o Brasil para o 51º Congresso da Une (União Nacional dos Estudantes). Na manhã desta sexta-feira (17), a CNTE participou de um dos debates do encontro: “Os desafios da construção do Sistema Nacional de Educação”.
Além da CNTE, da Une e do Ministério da Educação, outras entidades discutiram o assunto: Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Arlindo Queiroz, coordenador da comissão da Conferência Nacional de Educação (Conae/MEC), abriu o debate afirmando que o Brasil passa por um momento favorável para construção de políticas públicas. Em seguida, justificou a necessidade da implementação do Sistema Nacional de Educação. “Precisamos dele para que o Estado se organize e tenha mais coerência nas ações voltadas para a educação”, explicou Queiroz.
“O sistema nacional representa uma superação das desigualdades existentes nas políticas educacionais do Brasil”, afirmou o presidente da CNTE, Roberto Leão. Mas alertou para o fato de que, se não houver a participação da sociedade na sua construção, será difícil colocá-lo em prática. “Precisamos de instâncias democráticas para definir essas políticas”, disse. Essa tese foi defendida também por Gustavo Balduíno (Andifes), para quem a educação é um espaço de poder. “E, por isso, precisa ser mediada pela população e definida pela sociedade. Se ela não intervir, outras autoridades poderão achar que são donas da educação. Mas se ela cobrar, os governantes poderão se sentir mais motivados a agir”. Reginaldo Moloni, da Contee, acrescentou que o Sistema Nacional de Educação tem que abranger o ensino privado. “A educação no Brasil continua muito ruim, tanto nas escolas particulares como nas escolas públicas”, pontua. Na opinião dele, enquanto a educação não for tratada como setor estratégico para o país, “não vamos avançar”. RecursosA questão do financiamento do projeto foi abordada por todos os integrantes da mesa. “Não se pode estabelecer diretrizes sem discutir os recursos que serão destinados ao sistema”, lembrou Arlindo Queiroz. Na opinião de Thiara Milhomen (Ubes), a educação nunca foi tratada como prioridade no Brasil. “Para a construção do Sistema Nacional de Educação, defendemos que 10% do PIB [Produto Interno Bruto] seja destinado ao setor”. Roberto Leão afirmou que é preciso que todos estejam preparados para a luta no Congresso Nacional. “Para sairmos vitoriosos, e fazer valer este Sistema, devemos convocar os movimentos sociais para o debate. A discussão não pode ficar restrita só aos envolvidos na educação”, finalizou.
CNTE, 17/7/2009
De 15 a 19 de julho, a Universidade de Brasília recebe milhares de estudantes de todo o Brasil para o 51º Congresso da Une (União Nacional dos Estudantes). Na manhã desta sexta-feira (17), a CNTE participou de um dos debates do encontro: “Os desafios da construção do Sistema Nacional de Educação”.
Além da CNTE, da Une e do Ministério da Educação, outras entidades discutiram o assunto: Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Arlindo Queiroz, coordenador da comissão da Conferência Nacional de Educação (Conae/MEC), abriu o debate afirmando que o Brasil passa por um momento favorável para construção de políticas públicas. Em seguida, justificou a necessidade da implementação do Sistema Nacional de Educação. “Precisamos dele para que o Estado se organize e tenha mais coerência nas ações voltadas para a educação”, explicou Queiroz.
“O sistema nacional representa uma superação das desigualdades existentes nas políticas educacionais do Brasil”, afirmou o presidente da CNTE, Roberto Leão. Mas alertou para o fato de que, se não houver a participação da sociedade na sua construção, será difícil colocá-lo em prática. “Precisamos de instâncias democráticas para definir essas políticas”, disse. Essa tese foi defendida também por Gustavo Balduíno (Andifes), para quem a educação é um espaço de poder. “E, por isso, precisa ser mediada pela população e definida pela sociedade. Se ela não intervir, outras autoridades poderão achar que são donas da educação. Mas se ela cobrar, os governantes poderão se sentir mais motivados a agir”. Reginaldo Moloni, da Contee, acrescentou que o Sistema Nacional de Educação tem que abranger o ensino privado. “A educação no Brasil continua muito ruim, tanto nas escolas particulares como nas escolas públicas”, pontua. Na opinião dele, enquanto a educação não for tratada como setor estratégico para o país, “não vamos avançar”. RecursosA questão do financiamento do projeto foi abordada por todos os integrantes da mesa. “Não se pode estabelecer diretrizes sem discutir os recursos que serão destinados ao sistema”, lembrou Arlindo Queiroz. Na opinião de Thiara Milhomen (Ubes), a educação nunca foi tratada como prioridade no Brasil. “Para a construção do Sistema Nacional de Educação, defendemos que 10% do PIB [Produto Interno Bruto] seja destinado ao setor”. Roberto Leão afirmou que é preciso que todos estejam preparados para a luta no Congresso Nacional. “Para sairmos vitoriosos, e fazer valer este Sistema, devemos convocar os movimentos sociais para o debate. A discussão não pode ficar restrita só aos envolvidos na educação”, finalizou.
CNTE, 17/7/2009
CURSOS DO MEC
MEC fará campanha na TV para estimular pré-inscrição dos profissionais da rede pública
A baixa adesão dos professores da rede pública ao programa federal que oferece cursos gratuitos de licenciatura está preocupando o Ministério da Educação. Quinze dias após a abertura do prazo, apenas 3.488 profissionais fizeram a pré-inscrição pela internet, o que corresponde a 6,59% do total de 52.894 vagas que estarão disponíveis no segundo semestre deste ano.
As vagas serão oferecidas inicialmente em 18 estados. Preocupado, o MEC lança hoje (15) uma campanha publicitária na TV. A aposta é que o público-alvo do governo - professores de escolas estaduais e municipais - desconhece o programa e os procedimentos de pré-inscrição pela internet (http://freire.mec.gov.br).
- Não tenho dúvida de que é questão de falta de divulgação - disse ontem o secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky.
O prazo de pré-inscrição vai até 30 de julho. O Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica prevê formar 330 mil professores da rede pública até 2015. O grupo inclui profissionais sem diploma universitário, sem licenciatura (curso específico que forma professores) ou que têm diploma, mas não da disciplina que lecionam.
As vagas foram distribuídas conforme a necessidade de cada estado. Em números absolutos, a Bahia tem a maior oferta para o segundo semestre: 18.805 vagas, das quais apenas 360 já foram preenchidas (1,91%). Até ontem, o menor índice de preenchimento ocorria no Maranhão e no Piauí, com 1,17%. O Rio tem o maior percentual de interessados: 63,68% - 512 professores interessados nas 804 vagas. Em números absolutos, Pernambuco registrava a maior procura, com 720 pré-inscritos (18,85%).
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, Rui Oliveira, o problema é de falta de divulgação. Ele diz que a informação não chegou às escolas.
- Os governantes ficam fazendo política de gabinete e não chega na ponta - criticou Oliveira.
- O programa é novo e foi lançado nas férias. É uma boa iniciativa. Os professores têm todo o interesse em participar- disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão.
Os cursos serão oferecidos por 90 universidades, das quais 76 são públicas e as demais, comunitárias.
Das 330 mil vagas, 48% são para cursos a distância.
A previsão é que novas turmas ingressem a cada semestre, até o fim de 2011. O MEC avalia que a abertura das pré-inscrições no dia 30 de junho dificultou a mobilização dos professores, por causa do período de férias escolares.
Além da campanha na TV, o ministério vai distribuir 500 mil cartilhas nas escolas públicas dos 18 estados e já enviou emails a 250 mil professores.
Na Bahia, o diretor do Instituto Anísio Teixeira, órgão da Secretaria de Educação responsável pela formação de professores, Penildon Silva Filho, diz que a rede estadual vai liberar os docentes uma semana por mês para que possam assistir às aulas. As licenciaturas são os cursos universitários que formam professores para lecionar da 5osérie do ensino fundamental até o último ano do ensino médio.
Bielschowsky explica que o formato dos cursos foi planejado para se adequar à realidade dos docentes, com aulas nos fins de semana, nas férias ou à noite.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
VITORIA PARA OS FUNCIONÁRIOS
O Senado aprovou, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei (PLS 507/2003) que reconhece os funcionários de escolas como profissionais da educação, mediante habilitação específica.
Após anos de luta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, essa conquista representa um “grito de independência” para a classe, como afirmou o coordenador nacional do Departamento de Funcionários de Escola (DEFE) da CNTE, João Alexandrino de Oliveira. “É um orgulho muito grande. Há 15 anos que estamos buscando por este reconhecimento. Agora, também somos, de direito, trabalhadores da educação”, comemora.
O PLS é de autoria da senadora Fátima Cleide (PT – RO), ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondonia (Sintero) e da CNTE. A proposta altera um dos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (n°9.394/96), discriminando as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educação.
Para o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, o Projeto faz justiça aos trabalhadores que sempre contribuíram com a melhoria do ensino, mas não eram reconhecidos por esse papel. “Isso tem que ser colocado em prática. Além disso, esperamos, definitivamente, acabar com as intenções existentes de terceirizar o serviço dos funcionários de escola. Este é um setor fundamental para a melhoria da educação”, diz.
O secretário adjunto de políticas sindicais da CNTE, José Carlos Prado, afirma que este é um momento histórico, mas ainda existem outros desafios. Ele lembra que muitos estados ainda não oferecem o Curso Técnico de Formação para os Funcionários da Educação (Profuncionário). “Sem essa capacitação, os trabalhadores não se profissionalizam. Este é o próximo desafio a ser vencido”, pontua.
Sobre o curso
O Profuncionário é um curso de educação a distância ou presencial, em nível médio, voltado para os trabalhadores que exercem funções administrativa nas escolas das redes públicas estaduais e municipais de educação básica. Ele forma os profissionais nas seguintes habilitações: gestão escolar, alimentação escolar, multimeios didáticos e meio ambiente e manutenção da infraestrutura.
Fonte CNTE.
Mais informações:Leila Santos (61) 3964-8104Ana Paula Messeder: (61) 9213-7282
Após anos de luta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, essa conquista representa um “grito de independência” para a classe, como afirmou o coordenador nacional do Departamento de Funcionários de Escola (DEFE) da CNTE, João Alexandrino de Oliveira. “É um orgulho muito grande. Há 15 anos que estamos buscando por este reconhecimento. Agora, também somos, de direito, trabalhadores da educação”, comemora.
O PLS é de autoria da senadora Fátima Cleide (PT – RO), ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondonia (Sintero) e da CNTE. A proposta altera um dos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (n°9.394/96), discriminando as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educação.
Para o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, o Projeto faz justiça aos trabalhadores que sempre contribuíram com a melhoria do ensino, mas não eram reconhecidos por esse papel. “Isso tem que ser colocado em prática. Além disso, esperamos, definitivamente, acabar com as intenções existentes de terceirizar o serviço dos funcionários de escola. Este é um setor fundamental para a melhoria da educação”, diz.
O secretário adjunto de políticas sindicais da CNTE, José Carlos Prado, afirma que este é um momento histórico, mas ainda existem outros desafios. Ele lembra que muitos estados ainda não oferecem o Curso Técnico de Formação para os Funcionários da Educação (Profuncionário). “Sem essa capacitação, os trabalhadores não se profissionalizam. Este é o próximo desafio a ser vencido”, pontua.
Sobre o curso
O Profuncionário é um curso de educação a distância ou presencial, em nível médio, voltado para os trabalhadores que exercem funções administrativa nas escolas das redes públicas estaduais e municipais de educação básica. Ele forma os profissionais nas seguintes habilitações: gestão escolar, alimentação escolar, multimeios didáticos e meio ambiente e manutenção da infraestrutura.
Fonte CNTE.
Mais informações:Leila Santos (61) 3964-8104Ana Paula Messeder: (61) 9213-7282

31 de dezembro de 2009 é a data limite para que Estados, Distrito Federal e Municípios implantem ou adaptem seus planos de carreira ao piso nacional. Nesta quarta-feira (01/07), em Brasília, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) promoveu um seminário para discutir e avaliar as questões relativas às novas Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração do Magistério. Segundo o presidente da CNTE, Roberto Leão, “o seminário vai aprofundar o debate para que a direção da Confederação tenha fundamentos capazes de ajudar na elaboração de bons planos de carreira nos estados e municípios”. Leão afirma que o parecer de resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que fixa as diretrizes para os planos de carreira “contempla muitas reivindicações e traz avanços significativos no que diz respeito a questões relativas à avaliação e promoção dos professores”. De acordo com a conselheira do CNE, Maria Izabel Azevedo Noronha, relatora do parecer, “as diretrizes não apresentam uma camisa de força, há muito que avançar, mas são fundamentais para instituir planos de carreira que atendam aos anseios dos professores”. Na opinião de Maria Izabel Azevedo Noronha, que é também presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), “quando o profissional de educação é valorizado e isso não se resume só remuneração, com certeza melhora a qualidade do ensino”, completa. O deputado federal Carlos Augusto Abicalil (PT/MT), autor do projeto de lei 1592/2003que estabelece os princípios e as diretrizes para os planos de carreira dos profissionais da educação básica pública, concorda com o parecer mas ressalta que a CNTE terá que ir além do que já foi aprovado e além da legislação para conseguir novas conquistas”. O Seminário sobre as novas Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração do Magistério, continua nesta quinta-feira (02/07) com novas discussões sobre o tema.
PCCS DA EDUCAÇÃO AUDIÊNCIA
AUDIÊNCIA PÚBLICA PELA VALORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO 15/07 Representantes de servidores técnico-administrativos em Educação de todo o estado participam logo mais, às 14 horas, na Assembléia Legislativa, de Audiência Pública pela valorização da categoria. Em pauta, o PCCS e o Projeto Lei de nº 6206 da senadora Fátima Cleide (PT) que contempla os Profissionais da Educação, principalmente nas Unidades Escolares da SEDUC, historicamente discriminados dentro e fora da escola. No texto, a senadora propõe a modificação do Artigo 61 da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) com a finalidade de ampliar o conceito de educador. Com isso, todos os profissionais da escola passariam a ser profissionais de Educação. “Por haver hoje essa separação entre educadores (professores e pedagogos) e o pessoal técnico-administrativo nunca se discutiu seriamente um Plano de Cargos, Carreira e Salários”, argumenta Rita de Cássia, presidente da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Asseec). Segundo Rita, a última vez que se tentou fazer isso foi em 2005 num evento que reuniu 600 profissionais de todo o estado, mas que não resultou em ação concreta. “No entanto, somos tão importantes na escola quanto o professor ou o diretor no fazer educacional”, conclui. MAIS INFORMAÇÕES: José Airton Lucena: Coordenador do MOVA-SE – 9955.0136 Rita de Cássia: Presidente da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Ceará (Asseec) - 3253.3524/ 9635.1327
Assinar:
Postagens (Atom)